segunda-feira, 29 de junho de 2026

 DO  MEU PONTO DE VISTA 

Zetargino  (zedeadelia)

 

          Sempre que estamos dialogando e precisamos reafirmar uma posição ou pensamento que não temos certeza da unanimidade, nos deparamos com a frase "do meu ponto de vista". 

          Valorizo demais a opinião das pessoas, concordando com elas ou não, sempre estou atento ao ponto de vista de cada um na tentativa de agregar a meu conhecimento algo novo. 

          Posso destacar em especial o pensamento e a experiência vivida as pessoas mais humildes do interior, cujo conhecimento empírico supera, em muitas vezes, qualquer enciclopédia. 

          Vou relatar um fato que aconteceu comigo e que marcou bastante: estávamos todos reunidos na nossa querida praia de Quixaba, na ocasião de um feriado de Carnaval, gente amiga que não víamos há bastante tempo. Nessa turma toda havia um casal de amigos que frequentava esporadicamente a “nossa” praia, e que na ocasião já estava com aproximadamente um ano que não aparecia. Eles, como nós também, eram bastante entrosados com os nativos, amizades antigas. A esposa do amigo estava um pouco diferente do ponto de vista físico, ela era um tanto magra, entretanto, tinha adquirido um porte físico bastante interessante, transformando- a em uma mulher mais bela e formosa. 

            Saíram para uma visita ao seu Kikito, um pescador da vila bastante interessante por seus causos e experiências de vida no mar e também em terra. Lá chegando seu Kikito ao vê-la exclamou: nossa, dona Fulana! Como a senhora está bonita, parece uma burra (égua) gorda comendo no patoral (relva verde que nasce nas terras úmidas próximo aos correntes de agua doce), então completou com a frase “benza Deus”!

           Foram todos lá para casa: ela em lágrimas comentou com todos “vocês acreditam que o seu Kikito me comparou com uma burra comendo no patoral? Estou arrasada!”.

Foi quando eu cheguei e ouvi o lamento, daí fui explicar para ela que as coisas existem do tal “ponto de vista”. Falei: olha, querida, veja bem, seu Kikito fez à você o maior dos elogios, porque do ponto de vista dele, a coisa mais linda que ele acha é uma égua gorda comendo tranquilamente no patoral! Foi a isso com que ele quis te comparar: a coisa mais linda que ele acha, com a qual ele vive, é a maneira dele de ver as coisas.

           Demorou para ela se convencer, mas acabou aceitando, a partir de então, sempre tenho cuidado em considerar o ponto de vista das pessoas, porque sabemos que por trás de cada opinião, de cada ponto de vista, existe uma vivência e um conhecimento específico de cada um.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

 SÃO JOÃO NA ROÇA 

Zetargino (zedeadelia)


É tanta fogueira, é tanto balão!

Essa época do ano é um tempo que me traz grandes lembranças da minha infância. No nosso sertão coincide essa época com a colheita do milho, elemento que protagonizava a beleza da festa. 

Em relação às músicas, sempre muito características do momento, e muito fáceis de identificar as músicas de São João. Hoje em dia está meio complicado, principalmente nas festas promovidas pelas prefeituras: vê-se uma salada mista de música sertaneja, samba, funk, e outros ritmos competindo com as músicas juninas, tudo em nome do dinheiro. 

Pois bem, falando das festas de antigamente, reunia-se nos terreiros das fazendas toda a vizinhança, tudo acontecia ao redor de uma grande fogueira, enquanto o forrozinho tocado na sanfona de 8 baixos, numa sala de reboco, animava os dançantes. Ao redor da fogueira as moças se divertiam fazendo adivinhações na bacia cheia d'água, tentando ver a sorte e com quem iam casar. As crianças corriam de um lado para outro desordenadamente. 

Existiam alguns elementos que animavam a festa, principalmente as crianças, chamados de CARETAS. Eram homens da comunidade trajados com trapos de juta, incluindo camuflar a cabeça para que não fossem identificados. Eram presenças importantes e bastante destacadas. Meu pai fazia parte desta trupe, embora fosse impossível identificá-lo devido à sua camuflagem. 

Existe uma música junina que fala assim: a fogueira está queimando em homenagem a São João, o forró já começou, vamos gente arrastar pé nesse salão! Dança Joaquim com Zabé Luiz com Yaya, dança Janjão com Raquel e eu com sinhá, traz a cachaça, Mané que eu quero ver PAIA AVOAR. 

Realmente havia muita palha de milho espalhada no terreiro. O que eu quero destacar é o seguinte: eu entendia “eu quero ver PAI AVOAR”. 

Ficava olhando para os caretas tentando identificar o meu pai e ao mesmo tempo imaginando que a qualquer momento ele podia voar. 

Claro que com passar dos tempos entendi a letra, mas hoje quando penso nessa história vejo que realmente ele voou para um espaço desconhecido e que deixou saudades.

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

 

VALOR INTRÍNSECO

     Rui Barbosa, um dos homens mais cultos da nossa terra nos tempos antigos, foi usado como protagonista desta história; ninguém garante que foi ele, mas tudo bem, vamos aceitar.

   Conta que sua casa foi assaltada por um ladrão de galinha – não se assustem, antigamente tal feito era muito comum nas casas que criavam galinhas em quintais, sendo o delicioso e nutritivo galináceo um item de enorme valor.

   Após o evento, Rui se dirigiu à delegacia da cidade para prestar uma queixa (hoje o famigerado Boletim de Ocorrência). Lá chegando, foi ter com o delegado e explicou que viera para relatar fato ocorrido na noite pretérita: um furto, não sendo pelo valor intrínseco do galináceo, mas pela ousadia que teve o larápio de transpor os soberbos umbrais de sua residência e surrupiar o bípede que fazia parte da sua egrégia coleção de ródias e que seria sacrificada nos dias vindouros em decorrência de seu natalício. (perceba, caro leitor, se qualquer um de nós narrasse o fato seria com umas, talvez, quatro palavras, como: delegado, furtaram minha galinha – apenas).

    Bom, não era exatamente sobre isso que eu gostaria de falar, daí extraí duas palavras: valor intrínseco e galinha, pois hoje quando fui buscar minha marmita, dona Mazé, disse que tinha galinha caipira no cardápio, eis que aceitei e ela perguntou se eu queria um pé, quis, e quando estava a degustar a delícia me veio tal lembrança.

     Quando éramos pequenos, meu pai fazia comércio com o interior, levava tecidos e outras coisas e de lá trazia ovos e galinhas caipiras para a capital - novamente não estranhem, naquele tempo não existiam granjas, logo, na capital se comiam ovos e galinhas vindos dos terreiros do sertanejo, daí o título da galinha e ovo caipira.

    Ele as remetia no trem em pesadas grades e eu ia busca-las na estação, as tirava das grades e trazia vivas penduradas pelos pés.

      Galinha era uma iguaria cara, dada a importação, era até um certo símbolo de status, sendo costume come-las apenas aos domingos. Lembro-me de quando comecei a andar de bicicleta, que era alugada, por ser um item raro e caro,  fui até a estação ferroviária buscar as galinhas, amarrei-as pelos pés no guidom da bicicleta,  mas, durante a viagem, uma aventureira meteu a cabeça entre o garfo e os raios da roda e perdeu a cabeça ali mesmo. Ao chegar em casa com a galinha sem cabeça, tivemos que almoçá-la num dia que não era domingo e tal fato era absolutamente extraordinário.

     Aos domingos minha mãe fazia a especiaria com o maior zelo, esmero, era apenas uma galinha para oito pessoas, certo que era bem gorda e pesada, mas até hoje acho bem pouco.     Cortada cirurgicamente na panela com pedaços específicos que na hora da distribuição seguia-se um ritual de hierarquia dos consumidores: a casta dos comedores de galinha dos domingos. Pai, mãe, mais velhos e a raça miúda que ficava no granel ia para os menores. Como eu gostava muito do pé, minha mãe sempre dava um jeito de camufla-lo na panela para, sem querer, escapulir para meu prato.

    Havia uma história de um homem do sertão que foi para a cidade grande, ficou rico e depois de muitos anos voltou ao seu lugarzinho, que parecia ter parado no tempo, estava igualzinho como o deixou, muito feliz ao ver sua mãe, já velhinha, mas ainda fazia muitas coisas, disse: meu filho hoje vamos comer uma galinha, e você vai comer os dois pés que você gosta muito! Sua boca encheu d’água, ele nem lembrava mais que gostava de pé de galinha, assim como eu. Ora mamãe, mande comprar no vizinho que tem muitas, dez galinhas pra eu comer todos os pés! Era tanta galinha que tiveram que distribuir com os vizinhos. O fato é que ele ficou com vinte pés de galinha para comer e, depois de tudo prontinho, foi comendo, comendo, comendo, ao passo que percebeu que não conseguiria comer tudo, o sabor já não era o mesmo do primeiro.  

Onde quero chegar? No valor INTRÍNSECO lá do começo. Descobri hoje, comendo o pé de galinha da marmita, que o sabor, o valor do pé de galinha que minha mãe guardava pra mim estava no seu valor intrínseco, a raridade, duas unidades apenas para uma grande disputa, o esmero do preparo, eu era o premiado. Aquele rapaz que queria comer dez pés perdeu esse valor, que não está na quantidade, mas no intrínseco. Vezenquando encontro esse valor intrínseco em muitas outras pequenas coisas, pois ele existe e é imensurável.

Zé Targino, mais também conhecido como Zé de Adélia.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020


LAVA-PÉS

Zédeadelia

        Lí com muito prazer um lindo verso de uma poetisa muito talentosa sobre pés e mãos, em se tratando de mãos não vou comentar nem fazer apologia,  vista que são elas cantadas e recitados em todas as línguas e recantos, devido ao seu grande destaque na estrutura do nosso corpo, mas sobre  os PÈS quero fazer umas considerações.
        Considero os  pés uma das partes muito enigmáticas do corpo inteiro, acho-os muito pequenos para equilibra-lo.
       A figura de meu pai é a que me liga a essa observação que tenho dos pés, a imagem dele lavando os pés no fim da tarde sentado num banquinho, uma pedra do lado para lixar os calos, uma faquinha afiada para ajudar a cortar as carnes mortas, tudo naquele silêncio, e eu ao lado dele vendo tudo e tentando imitá-lo.
       No sertão era assim: o caboclo passava o dia na roça trabalhando, no final do dia no seu regresso, passava no açude para tomar banho, depois disso seguia devagar para não suar, também já sem sol, até sua casinha onde depois do jantar sentava na varanda ou no terreiro para prosear um pouco com a família e os amigos. Já mais tarde na hora de deitar fazia aquele ritual que relatei sobre o meu pai: lavar os pés para dormir.
        Esse ritual nunca foi uma coisa comum para mim, sempre me tocou, é tanto que estou fazendo esse relato, depois descobri          que alguém também de muita importância ligou-se nessa coisa de lavar os pés:
         “   assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. Chegou-se a Simão Pedro, que lhe disse: "Senhor, vais lavar os meus pés?" Respondeu Jesus: "Você não compreende agora o que estou fazendo a você; mais tarde, porém, entenderá". Disse Pedro: "Não; nunca lavarás os meus pés!".
Jesus respondeu: "Se eu não os lavar, você não terá parte comigo". Respondeu Simão Pedro: "Então, Senhor, não apenas os meus pés, mas também as minhas mãos e a minha cabeça!" Respondeu Jesus: "Quem já se banhou precisa apenas lavar os pés; todo o seu corpo está limpo. Vocês estão limpos, mas nem todos". Pois ele sabia quem iria traí-lo e, por isso, disse que nem todos estavam limpos. Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: "Vocês entendem o que fiz a vocês? Vocês me chamam 'Mestre' e 'Senhor', e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei os seus pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. Digo verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. João 13:4-16
         Sim esse alguém foi Jesus Cristo, garanto que já era ligado nessa história antes de conhece-la, a verdade é que ainda hoje sento num banquinho para lavar os meus pés, confesso que sinto uma energia quando faço isso, tenho certeza que tem algo mais, e lembro sempre do meu pai.
      

quinta-feira, 11 de junho de 2020

SÃO JOÃO NA ROÇA





SÃO JOÃO NA ROÇA

A fogueira tá queimando
Em homenagem a São João
O forró já começou
Vamos gente, rapapé nesse salão
Dança Joaquim com Zabé
Luiz com Yaiá
Dança Janjão com Raque
E eu com Sinhá
Traz a cachaça Mané!
Que eu quero ver
Quero ver paia* avoar

(*) paia refere-se à palha de milho espalhada pelo arraiá,
grande fartura por causa da safra do milho e do consumo nas festas.

          Essa é a letra de uma das músicas mais conhecidas do repertório junino. Luiz Gonzaga tatuou na nossa mente essa e muitas outras inesquecíveis pérolas do cancioneiro popular. Hoje sinto falta realmente de novas músicas de qualidade, poesia, melodia, mas para superar temos as antigas, fico com elas. Duas coisas que identifico servirem de agregadores de lembranças e sentimentos: a musica e o perfume. É impressionante como associam. Descobri por que gostava de várias músicas estrangeiras sem entender patavina da letra: era que elas associavam um tempo, um momento emocionante vivido, com o perfume idem: quando sinto o cheiro do patchouli, me vem à mente um verdadeiro filme de um lindo tempo vivido.
            Agora falando da “fogueira está queimando”, tem uma coisa jocosa sobre a sua história comigo: “a fogueira queimando”, as comidas nas barraquinhas e a música tocando, mas quando chegava a vez de “a fogueira está queimando” eu ficava atento à uma frase da música:  “Que eu quero ver, Quero ver paia avoar”, acontece que eu entendia assim: “Que eu quero ver, Quero ver PAI avoar”. Aquilo me intrigava, olhava pro meu pai, seu Toim, e imaginava ele voando! Coisa de criança, e pra justificar eu recorria à frase anterior: “Traz a cachaça Mané!”, bem se ele beber a cachaça poderá voar, como ele não bebia ficava a dúvida, que foi dirimida muito tempo depois quando, enfim, vi a letra da música num folhetim.
            Outro engano que tive na infância e perdurou por um bom tempo foi em relação ao PAI NOSSO, isso mesmo, a oração que o Senhor nos ensinou. Descuidado com as obrigações religiosas só rezava de ouvido, não pegava o catecismo pra dar uma lida, acabou que entendi, na época, que a parte que diz: ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU, entendi e rezava assim: ASSA NA TERRA COME NO CÉU. É verdade! E quando rezava sempre me imaginava no churrasco celestial. Depois que um dia me atentei para a letra escrita num missal, vi a gafe que estava cometendo e preocupei-me com os milhares de pai-nosso rezados em vão! E agora? Depois de muita meditação concluí que a situação estava resolvida, vejam bem: o verdadeiro sentido de assar na terra pra comer no céu enquadra-se perfeitamente no posicionamento cristão de que façamos a coisa boa aqui na terra pra colher os frutos no paraíso, se não fizer aqui na terra não colherá no céu, aí deu certo: assar na terra pra comer no céu. Fiquei aliviado, pois sem querer salvei milhares de orações.
            Besteira? Sim... Talvez... Ou não, mas são lembranças da infância que revivem nessas épocas específicas, alimentando nossa alma com coisas boas e esperanças de que o mundo pode ser sempre melhor, principalmente se nas unidades desse Universo tentarmos ser melhores alimentados por boas lembranças ou, até mesmo, por experiências dolorosas.

Zé Targino, conhecido no Fechado como Zé de Adélia.
                                                                 

segunda-feira, 8 de junho de 2020

ZEDEZEQUINHA


ZEDEZEQUINHA

      Foi o tempo que me fez perceber a beleza, a poesia, a nobreza de poder-se agregar ao seu próprio nome o nome daquela que é a pessoa mais importante na vida de um ser: a mãe.  Embora esse fato acontece por conta da grande concorrência no uso de alguns nomes, gerando grande número de homônimos de repente torna-se uma das coisas mais significativas em termo de nome de pessoas, ou seja, a ligação da cria com a mãe.
     Fato mais comum entre as pessoas mais simples mas não menos sábias e sensíveis, estes(as) identificáveis gozam deste privilégio e homenageiam sem saber da importância do fato, e vejam o mais interessante, quem os nomeiam assim é a própria comunidade onde convivem numa fórmula  que os identifica com exatidão sem saber que estão fazendo uma homenagem nobre.
     O primeiro nome com essa característica que me despertou foi o ZEDELIA, quanto mais eu pronunciava este nome mais identificava a poesia contida nele, fiquei realmente tocado, oriundo dos recantos de um sertão seco mais de uma beleza selvagem, homenageia uma figura que não podemos arriscar em descrevê-la com poucas palavras de tanta energia e beleza que tem.
      As vezes elas são tão fortes que que agregam nome até ao marido, quando este tem um nome mais comum para não ser confundido com os outros. Exemplo: TOIMDEAMELIA.
     Fui criado na capital, tenho um nome não muito comum e pouco fácil de pronunciar: Jose Almáquio ( adoro meu nome), só descobri a origem desse meu nome visitando uma igreja em Bergamo na Itália, quando via uma imagem com o nome embaixo San Almáquio de Roma, ai foi que me toquei que nunca tinha pesquisado a origem desse nome, agora sei.  Se tivesse me criado no interior com certeza seria chamado de zedeadélia, minha mãe me chama de zealmaquio, vejam bem as mães jamais renomeiam os filhos agregando o seu próprio nome isso é tarefa da comunidade.
      Muito interessante esse fato: quando uma mãe vai se referir a um filho tem o seu nome agregado, como por exemplo zedeadelia, ela fala ZEMEU, isso mesmo, um nome único que só pode ser falado por ela, interessante né.  Às vezes fico pensando se esse fenômeno ocorresse por exemplo na china, onde os nomes são pequenos e suponho ter milhões de homônimos, imagina um filho de xin jim ping, ser chamado de xin de xin jim, que confusão.
       Bem, enfatizada a rainha do lar, onde nesse caso é maioria esmagadora não podemos deixar de destacar também que o pai é utilizado nessa renomeação, posso destacar um caso existente na nossa praia (Quixaba), seu Zequinha, pescador, homem forte, baixinho, quinze filhos tendo um deles que se chama Jose, esse portando foi renomeado de ZEDEZEQUINHA, até ai tudo bem, acontece que ze  de zequinha casou e teve o primeiro filho que também, fiel à devoção do santo,  foi batizado como Jose da Silva, logo sobrou pra ele o codinome de ZEDEZEDEZEQUINHA, pois bem, se o neto de seu Zequinha teimar em ter um filho chamado Jose ai vai ser demais teremos o ZEDEZEDEZEDEZEQUINHA, ficaria complicado apesar de ser inevitável.
       De qualquer forma Eu mesmo resolvi me codinominar de ZEDEADÉLIA, acho poético e justa a homenagem.
Zetargino, conhecido também como Zedeadélia.


















sexta-feira, 26 de março de 2010

Ponto Zero - A Terra vai parar por 3 dias, recomeçando a girar na direçao oposta

Ponto Zero - A Terra vai parar por 3 dias, recomeçando a girar na direçao oposta


A ignorância tem uma natureza toda especial: depois de ter sido expulsa é impossível chamá-la de volta. Não é algo que existe por si mesmo, mas apenas a ausência do conhecimento e, mesmo que um homem possa permanecer na ignorância, não se pode criar um ignorante. (Thomas Paine).

Um processo de mudança, sem precedentes, está acontecendo exatamente nesse momento, aqui na Terra. É um periodo histórico chamado de A Mudança das Eras (The Shift of the Ages) que marcará a conclusão de um paradigma, de um padrão que perpetuou a ilusão da nossa separação das forças criativas do universo, para o nascimento de um novo padrão que permitirá reconhecer a unidade em todas as coisas da vida. Os efeitos da mudança vão reverberar por todos os aspectos da criação. Cada célula de cada forma de vida, incluindo nosso corpo, vai reestruturar a sua bioquímica, para gerar, nutrir, sustentar e assimilar freqüências mais intensas e arranjos mais complexos de informação radiante que nós denominamos Luz.

Isto foi previsto pelas culturas Hopi, Maia, Asteca, Grega, Egípcia e bíblica. Transcende as fronteiras das religiões, da ciência e do misticismo.

Quimicamente a matéria da Terra permanecerá a mesma, mas o seu ambiente, o habitat das espécies, os campos de energia, o magnetismo, as freqüências ressonantes, a pressão atmosférica, que afetam o complexo celular da Terra, será manifestado no clima, nos padrões de tempo, temperatura, camada de ozônio, efeito estufa, etc.

Por muito tempo a Terra funcionou numa faixa específica de freqüência. Toda a matéria, tudo o que a consciência humana experimentou, conheceu, sentiu, tocou, criou, destruíu, aconteceu numa banda de freqüência específica, como um pacote de informação (energia contém informação). Agora há uma freqüência mais elevada que estava disponível, mas que ainda não era possível acessar, com a qual o ser humano está procurando sintonizar-se. É para esta banda de freqüência que cada célula do nosso corpo está tentando mapear-se. Nosso objetivo atual é a migração para uma conexão completa com este novo pacote de informação.

Cada dimensão está relacionada com o nosso nível de consciência, ou se preferir, com a evolução espiritual. Na verdade nós vivemos simultaneamente em todas as dimensões, mas o nosso nível de compreensão, atualmente encarnado na terceira dimensão, não é consciente da sua totalidade. Quando atravessamos um caminho de crescimento espiritual saimos lentamente do torpor e da não consciência e nos tomamos, cada vez mais consciente, de quem realmente somos.

O universo é composto de vários níveis de conhecimento e compreensão, se pensarmos no universo como 100, hoje vivemos no maximo 5. Tudo o que ainda nao podemos ver e perceber, está tudo aqui, só que pelo momento ainda não é visível aos nossos olhos adormecidos.

Nossos olhos perceberão novas cores

A própria ciência afirma que tudo é energia, a única diferença é que algumas coisas são energeticamente superiores a outras, algumas energias são visíveis e outras invisíveis. Tomemos por exemplo as cores: o homem é capaz de perceber com os olhos, as cores que vão do vermelho ao violeta, e todas as combinações possíveis entre elas. Mas sabemos que existem muitas outras cores que não são visíveis para nós, que na escala cromática são inferiores ou superiores à energia relacionada com aquelas a nòs visíveis, como o infravermelho e ultravioleta. O primeiro se encontra antes do vermelho e o segundo após o violeta. Estas são cores existentes, mesmo se nós não as vemos; graças a aparelhos adequados, foram identificadas, mas, com certeza, existem muitíssima outras ainda, para serem descobertas. Este é um pequeno exemplo que mostra claramente que a realidade que percebemos é realmente muito inferior ao que existe. Esta é uma das razões pelas quais os grandes mestres do passado e do presente, dizem que vivemos em um mundo de ilusão. Aqueles 95% restantes, existem em paralelo aos 5% que percebemos, só que ainda não somos evoluidos o suficiente para percebê-los. Todos os níveis que nós ainda não percebemos, são, na realidade, dimensões paralelas a nós. Quando se fala de mudança dimensional, significa ser capaz de sintonizar-se com uma dimensão superior à nossa. Isto é o que está para acontecer com a humanidade; estamos para passar a uma classe superior, como resultado, irà mudar completamente a nossa realidade, porque chegamos ao fim de um ciclo, e no início de outro. Estamos vivendo a conclusão de um ciclo começado perto de 200.000 anos atrás e um processo de iniciação que foi demonstrado há 2.000 anos.

A Terra está perdendo o seu magnetismo

Quando a Terra alcançar o índice de 13 ciclos (13 Hz), perderà por completo a sua rotação e a freqüência ressonante - ou pulsação, chamada Ressonância Schumann (RS). Alcançarà o que Gregg Braden chama de Ponto Zero do campo magnético. A Terra ficará parada e após dois ou três dias começará a girar novamente, mas na direção oposta. Isso produzirá uma total reversão nos campos magnéticos terrestres que deverá ocorrer até 2012 e marcará a Mudança das Eras.

Isso levará a una serie di consequências ligadas ao fim de uma era e o início de um novo ciclo para o Planeta e toda humanidade. Irá provocar mudanças radicais nos padrões de sono e estados de sonho, nas percepções da aceleração do tempo e a intensificação de emoções e relacionamentos. Tudo isso pode envolver sintomas como enxaquecas, cansaço, sensações elétricas na coluna, dores no sistema muscular, sinais de gripe e sonhos intensos.

Para Braden, cada ser humano está vivendo um intenso processo de iniciação, o que ele chama de Iniciação Coletiva. O tempo parecerá acelerar-se à medida que nos aproximarmos do Ponto Zero, devido ao aumento da freqüência vibratória do planeta: 16 horas agora equivaleriam a um dia inteiro de 24 horas, daí a sensação psico-mental ser de 12 horas o equivalente a 24 horas e muitos dizerem que o tempo está passando rápido.

Gregg Braden procura tranqüilizar, afirmando que estas informações não devem amedrontar as pessoas. Ele acredita que devemos estar preparados para as mudanças planetárias que irão introduzir uma Nova Era de Luz para a humanidade: iremos além do dinheiro e do tempo e os conceitos baseados no medo, serão totalmente dissolvidos.

A inversão causada pelo Ponto Zero nos colocará na Quarta Dimensão, então tudo que pensarmos ou desejarmos se manifestará quase instantaneamente. Portanto, a intenção, o propósito, passará a representar um papel de suma importância na vida humana.

Nosso corpo físico vem mudando à medida que nos aproximamos do Ponto Zero. Nosso ADN estaria sendo ampliado gradativamente para doze fitas em sua hélice, ao mesmo tempo em que um novo Corpo de Luz se criaria. Em conseqüência, nos tornaríamos mais intuitivos e com maiores habilidades curativas. Ele afirma, também, que todas as doenças dos anos 90, incluindo a AIDS, desaparecerão. Nossos olhos ficariam como os de um gato, para se ajustarem à nova atmosfera e nível de luz. E todas as crianças nascidas depois de 1998 provavelmente estão vindo com capacidades telepáticas.

O Calendário Maia prevê todas as mudanças que estão ocorrendo agora. Seus textos afirmam que estamos indo além da tecnologia e voltando aos ciclos naturais: os da Terra e os do Universo. Por volta de 2012 entraríamos então na Quinta Dimensão, depois do salto para a Quarta, que deverá ocorrer no próprio Ponto Zero. Assim, a realidade tridimensional não existiria mais aqui. De acordo com o antigo povo Maia, o tempo é uma dança infinita de ciclos que se repetem constantemente, era apos era. De acordo com o calendário deles, alguns dos ciclos de tempo mais importantes que afetam a Terra será encerrado em 2012, coincidindo com o solstício de inverno

Mas isto não se dará automaticamente. Será preciso alcançá-la através da vontade, do arbítrio correto em escolhas do processo da vida. Será pela experiência e pela superação consciente dos entraves para a evolução. A Terra não suportará mais desarmonias, modelos de medo, dualidade, julgamentos, ou obsoletos sistemas de crença. Ela somente suportará pacotes, corpos de informação, altamente evoluídos, como as freqüências crísticas. Esta mudança de padrão de freqüência vibracional trará uma mudança dimensional. E esta será a Iniciação Coletiva, o Ponto Zero, A Mudança das Eras.

Fonte:Gregg Braden; web: http://www.freelists.org/